Tuesday, March 26, 2013

Eduardo e Mônica? de Novo? Por que não?

by Pedro Tolentino


Certeza que foi o Supla 
que ficou de recuperação
Devido à falta de inspiração coletiva e porque o boraver.com é cara de pau mesmo, resolvi insistir no tema do post anterior (interpretação de músicas da Legião Urbana), não satisfeito fiz um texto interpretando exatamente a mesma música que o amigo Luciano Milici havia abordado no post anterior (Eduardo e Mônica).

Afinal pra que se arriscar no ataque quando você pode ficar tocando de lado no meio campo?  A única especificidade nesta nova interpretação é que transportei a música de 1986 para 1994.  A suposição é que Eduardo tem a minha idade (nasceu em 1978) e conheceu Mônica aos 16, em 1994.  Bom, vamos ao que interessa:

“Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?” – Algum filósofo alemão já deve ter dito uma destas duas coisas, e algum outro já deve ter discordado...

 “Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar, ficou deitado e viu que horas eram” – Poucos sabem, mas esta cena aconteceu num sábado às 6 da manhã, o cursinho pré vestibular do Eduardo tinha aula de matemática aos sábados, das 7:30 às 12:00, naquele sábado a aula era de trigonometria, (qual o seno da tangente do coseno aos 43 graus Farenheit?).  Eduardo mal tinha entendido o teorema de Pitágoras, vai querer se levantar?

Monday, March 18, 2013

Eduardo, Mônica e coisas sobre o Planalto Central


By Luciano Milici

Eduardo e Mônica se encontraram anos depois
no "Saia Justa"
Todo mundo sabe que o rock´n roll foi inventado em 1955, no baile “Encanto Submarino”, quando Martin McFly tocou Johnny B. Goode que era, até então, inédita para todo o mundo menos para ele. A partir daí, muita coisa linda foi inventada nos gêneros e subgêneros das rochas rolantes. Aqui, esculachamos a bela canção Eduardo e Mônica.

Antes de tudo, anote: eu gosto do Renato Russo, adoro Legião Urbana e amo a música em questão. Está em debate aqui a corrente filosófica oriental pré-cristã conhecida como zuera. Só isso.

É de conhecimento geral e foi amplamente divulgado em toda a mídia impressa, falada e copiada, aquele fim de semana em que fiquei preso em uma loja de CD, vinil, fitas cassete e instrumentos musicais para forró e arrocha. Então, nesses três dias de sodomia auditiva, pude refletir com serenidade a respeito das obras do cancioneiro universal. Hoje conto o que pensei sobre Eduardo e Mônica.


Sunday, March 17, 2013

Nietzsche for Dummies

by Sir Anyhony Silva


Dizia um conterrâneo meu, cantor de certa fama, que "se você tem uma ideia incrível / é melhor fazer uma canção / esta provado só é possível filosofar em alemão". Não deixa de ser verdade, mas vejo a coisa de outro modo: se você é um alemão com um nome "inescrevível", formado praticamente apenas por consoantes, é sempre mais prudente arriscar a sorte como filósofo em vez de tentar a carreira artística. Foi exatamente por essa razão que Friedrich Nietzsche, a exemplo de Schopenhauer, acabou se tornando filósofo. 

Alguém poderia objetar que Schwarzenegger, apesar do nome, teve sucesso em exprimir sua profunda visão metafísica, ontológica e niilista, por meio do cinema, mas Schwarzenegger é austríaco. Portanto, próximo, por favor. 

Filho e neto de pastores protestantes, Nietzsche rejeitou as crenças de sua família e tornou-se um feroz crítico da religião e amante da sabedoria. Mas esta, pelo jeito, não era muito católica: posso até imaginar o Rev. Nietzsche Pai dizendo que se o filho rebelde, em vez de ter sido "amante da sabedoria", tivesse encontrado uma moça direita e casado na igreja, não teria contraído sífilis - doença que tanta influencia teve sobre seu pensamento, sobretudo em seus últimos trabalhos.

Thursday, March 14, 2013

Por que todos são legais nas redes sociais?


É com grande satisfação que o boraver.com publica seu primeiro texto escrito pelo amigo Luciano Milici, ao contrário do editor e demais autores, um bando de fanfarrões, Luciano escreve de verdade e tem até livro publicado (ver link no final do texto)

by Luciano Milici


Macacos me curtam!!
.
Os Titãs não foram completamente corretos quando afirmaram que "desde os primórdios até hoje em dia, o homem ainda faz o que o macaco fazia", afinal, nunca ninguém flagrou um símio tirando cera da orelha com caneta Bic™, tropicando em uma elevação da calçada para depois disfarçar com uma corridinha sem graça e, principalmente, mentindo nas redes sociais.

Sim, a mentira é o insumo básico das redes sociais. Não posso precisar estatisticamente, mas nada me impede de mentir que quase 99% dos usuários de redes sociais mentem. Também não seria possível realizar uma pesquisa global sobre esse tema perguntando ao entrevistado: "Você mente?". Afinal, os pesquisadores não saberiam o que assinalar, independentemente da resposta.

Você mente?

(  ) Sim, minto, mas agora estou sendo sincero (quem vai acreditar?)
(  ) Sim, minto. Inclusive, agora estou mentindo (alerta de paradoxo)
(  ) Não, não minto. Inclusive, agora estou sendo sincero (jamais saberemos)
(  ) Não, não minto, mas agora resolvi começar (indecifrável)


Monday, March 04, 2013

Cenas antológicas do cinema - Rambo II e seu "humor involuntário"


by Sir Anthony


Rambo: a guerra só acaba quando o juíz apita
Depois do estrondoso sucesso do post “No Escurinho do Cinema - avaliação dos resultados do Oscar por dois caras que não viram os filmes”, não faltaram propostas de estúdios querendo que a gente avaliasse o possível sucesso de publico e crítica de seus roteiros antes de começarem a filmar (o que é uma bobagem; a Lei Rouanet está aí pra isso mesmo), além de um sem-número de convites para participar de talkshows e marcar presença nas festas mais descoladas, daquelas com direito a encher a cara como se não houvesse amanhã, na base do open-bar, pelo menos é assim que eu me lembro. A parte do encher a cara eu tenho certeza, os outros detalhes podem ter sido um pouco diferentes. Mas isso é o que menos importa.

A grande questão pra mim era saber que rumo seguir a partir de toda a repercussão e credibilidade alcançadas.  Em termos mais práticos:  como fazer outro post bacaninha, sem ser acusado de repetitivo & autorreferente, mas, ao mesmo tempo, observando a máxima de que em time que está ganhando não se mexe? Já que o post anterior foi sobre filmes que não havíamos assistido, as saídas possíveis eram duas: escrever sobre filmes que assisti ou fazer crítica de outras coisas que desconheço. A segunda ideia, de certa forma, é o conceito do post “Boraler? Livraria de Aeroporto” o qual pretendo retomar em breve, com calma, dada a enorme popularidade dos livros que eu não tenho qualquer intenção de ler. Mas, por agora, achei mais fácil falar sobre as cenas antológicas de “humor involuntário” (aquela piada que, teoricamente, não era pra ser uma piada) em filmes conhecidos.


Saturday, March 02, 2013

Mercado Financeiro for Dummies

by Pedro Tolentino


Faz algum tempo que não escrevo um texto da série "for dummies", só que dessa vez não vou escrever sobre uma "pessoa", e sim sobre uma "coisa" (apenas quem é da geração que jogou "Perfil", o extinto jogo da Grow, vai entender a "sacadinha").  

Este texto serve para explicar alguns conceitos básicos e sobre o tema (para os não iniciados) e, como de praxe, serão utilizados exemplos ilustrativos do mundo do futebol e da música, de forma a facilitar o entendimento.


O mercado de Ações:

Ao comprar uma ação, você vira sócio da empresa (mesmo que suas ações representem algo como 1x10⁻⁷% de participação na mesma).  O valor da ação vezes o número total de ações emitidas é o valor que o mercado atribui à empresa.  

O valor da empresa (que resulta no valor da ação) é definido conforme a expectativa que o mercado tem do desempenho futuro da companhia. Dito isso não vou entrar em maiores detalhes sobre valuation de empresas. Não neste post, quem sabe um dia quando lançarmos o borainvestir.com...  O investimento em ações pode trazer retornos mais altos, porém é mais arriscado. Ao colocar seu dinheiro na poupança você tem um retorno "Garantido", ao colocar seu dinheiro em ações você tem um retorno "Caprichoso", cada investidor escolhe o "boi bumbá" que mais se adequa ao seu perfil.